Bernie Sanders x Joe Biden: a disputa final do Partido Democrata

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Joe Biden se consolida como o candidato do establishment do Partido Democrata com a vitória de mais estados e delegados na Super Terça e com a desistência de quatro competidores diretos. Bernie Sanders segue vivo na disputa e é o nome a ser derrotado

Por Vinicius Gomes Melo, publicado originalmente em berniesanders.com.br

O ex-vice-presidente Joe Biden não poderia ter tido uma noite melhor na última terça-feira (3), na chamada Super Terça, quando 15 estados e territórios norte-americanos realizaram caucuses e primárias pelo Partido Democrata. Ao conquistar ao menos nove estados, Biden retoma a liderança pela nomeação do partido e individualiza a disputa democrata com o senador de Vermont Bernie Sanders.

Aproveitando o bom momento que sua expressiva vitória no sábado, 29 de fevereiro, nas prévias pela Carolina do Sul, Joe Biden viu sua campanha ressurgir das cinzas. A façanha foi tomada como uma surpresa para todos, ou praticamente todos. Isso porque as 48 horas entre a primária de sábado e a Super Terça trouxeram novos elementos ao pleito democrata. Continuar lendo

EUA: Bernie Sanders, o socialista, está de volta

Senator Bernie Sanders, an independent from Vermont and 2016 Democratic presidential candidate, raises his fist after speaking during a campaign rally Milton High School in Milton, Massachusetts, U.S., on Monday, Feb. 29, 2016. Sanders is pinning his hopes for staying in the Democratic presidential race on working-class white voters, the same constituency that helped Hillary Clinton extend her 2008 campaign. Photographer: Scott Eisen/Bloomberg via Getty Images

Em outro sinal de avanço de uma nova esquerda, ele lançou candidatura à Presidência e recebeu apoio ainda maior que em 2016. Mas há obstáculos à frente — em especial na cúpula do Partido Democrata

Por Vinicius Gomes Melo

Ele está de volta. Menos de 24 horas após anunciar que concorreria mais uma vez à eleição presidencial norte-americana, o senador Bernie Sanders arrecadou quase 6 milhões de dólares em doações individuais para sua campanha. O valor é quatro vezes maior do que ocorrera em 2015 — e foi doado por 223 mil pessoas, o que resulta numa contribuição média de 27 dólares – um número quase cabalístico e que ficou marcado como símbolo da rejeição de Sanders às doações milionárias para campanhas políticas.

Mas a pergunta que não quer calar é: será que agora o Partido Democrata permitirá que Sanders, um senador sem filiação partidária, um autoproclamado socialista democrático e um outsider tenha uma chance real nas eleições de 2020? Continuar lendo