A política externa de Donald Trump

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Establishment de Washington zomba do candidato republicano — rejeitado até por setores de seu partido. Mas sua proposta de rever posição agressiva dos EUA no mundo merece ser examinada atentamente

Por Vinicius Gomes Melo

Na semana em que o magnata conseguiu passar todos os limites (até mesmo para ele) ao incentivar hackers russos a invadirem os servidores do e-mail pessoal de Hillary Clinton, o tema “política externa” voltou a ser pauta e na corrida presidencial norte-americana e poderá desempenhar papel decisivo na escolha de quem ocupará a Casa Branca a partir de 2017.

Depois de sua declaração bombástica, o Partido Democrata não deixará tão cedo de ligar a imagem do candidato republicano à do premiê russo Vladimir Putin – a quem está recaindo a culpa sobre o recente vazamento do WikiLeaks – tudo por conta desse “convite” para que uma potência estrangeira lançasse uma operação de espionagem cibernética contra a possível próxima presidenta dos Estados Unidos.

Porém, entre todas as suas bravatas xenofóbicas, chiliques narcisistas e atitudes dignas de um moleque briguento no pátio da escola, há um assunto que Donald Trump já expôs um raro vislumbre de bom senso – ainda que enviesado: a política externa dos Estados Unidos. Continuar lendo

Quem sucederá Ban Ki-moon na ONU?

Após dez anos, Ban Ki-moon deixará o cargo em 31 de dezembro de 2016 (AP)

Após dez anos, Ban Ki-moon deixará o cargo em 31 de dezembro de 2016 (AP)

Democratização ainda parece distante. Regra não-informal sugere que chegou a vez de alguém da Europa Oriental. Pressão para escolha de primeira mulher em 70 anos também pode influenciar

Por Vinicius Gomes Melo

No final deste ano, o secretário-geral da ONU Ban Ki-moon deixará o cargo após dez anos ocupando-o e já no próximo dia 21 de julho, o Conselho de Segurança se reunirá pela primeira vez para avaliar os possíveis candidatos e candidatas a ocupar o trigésimo oitavo andar na sede da organização em Nova York.

Desde o início do ano, alguns países-membros interessados já vêm apresentando nomes para que estes pudessem participar de debates públicos e passar por uma espécie de sabatina para a avaliação de suas capacidades para suceder Ban Ki-moon.

O que é algo inédito na ONU, considerando que a escolha da pessoa que representaria, teoricamente, todas as outras bilhões de pessoa do planeta, acontecia por trás de portas fechadas, semelhante ao conclave papal no Vaticano. Continuar lendo

Uma mulher no comando da ONU?

 

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As principais candidatas: Vesna Pusić (Croácia), Natalia Gherman (Moldávia), Irina Bokova (Bulgária), Hele Clark (Nova Zelândia)

Sete décadas depois de criadas, as Nações Unidas podem ter pela primeira vez uma mulher na secretaria-geral.

Por Vinicius Gomes Melo

Entre as eleições municipais por todo o Brasil e a corrida pela Casa Branca nos Estados Unidos, outra votação é digna de nossa atenção esse ano: a secretaria-geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

No próximo dia 21 de julho, o Conselho de Segurança começará, de maneira oficial, a considerar os nomes que se candidataram para o cargo, e nos próximos meses, o mundo inteiro ficará sabendo quem será a nova pessoa a ocupar o 38. andar do prédio da ONU, em Nova York.

A grande novidade é que setenta anos e oito secretários-gerais depois, existe a real possibilidade de que uma mulher ocupe o posto pela primeira vez, quando Ban Ki-moon deixar o cargo em 31 de dezembro de 2016. Continuar lendo